Estética exige planejamento biológico
Na região anterior, milimetros mudam perfil de emergência, papila e margem gengival. O planejamento deve iniciar pela restauração, linha do sorriso e volume de tecido. A guia transfere uma decisão; não corrige um enceramento ruim ou uma leitura incompleta da anatomia.
Antes de imprimir a guia
- Confirme DICOM, escaneamento e enceramento com a mesma orientação.
- Valide plataforma, scanbody e biblioteca CAD/CAM.
- Verifique espessura vestibular, distância radicular e estruturas anatômicas.
- Defina margem de segurança para broca, implante e enxerto.
- Escolha suporte e fixação que mantenham a guia estável.
Na entrega, confira o assentamento clínico em todos os apoios. Uma guia que balança ou não encaixa deve ser retirada do campo e investigada. Não compense uma discrepância desgastando a guia sem documentar a alteração.
Transferência com controle
Revisões sistemáticas mostram que protocolos totalmente guiados reduzem desvios medios em relação a cirurgia livre, mas nenhum sistema e isento de erro. O cirurgião deve manter visibilidade, irrigação, controle de profundidade e possibilidade de mudar a sequência. A posição final deve ser conferida por exame e imagem indicados.
Tecido e provisório
O provisório deve respeitar o perfil planejado, estabilizar tecido quando indicado e permitir higiene. Monitore compressão, isquemia, sangramento e alterações de margem. A instalação precisa de um protocolo de retornos mais próximo na fase inicial.
Referências técnicas
Para relacionar este tema à origem e ao uso do dispositivo, consulte o guia como nasce um implante dentário: da matéria-prima ao consultório.

