O fluxo digital começa no objetivo protético
O software organiza dados; ele não decide sozinho a posição biológicamente segura. Antes de importar arquivos, defina dentes, perfil de emergência, oclusão, espaço, higiene e limites do caso. O planejamento reverso evita que o implante seja colocado onde a prótese não consegue ser mantida.
Integre arquivos com referências consistentes
- DICOM: anatomia óssea e estruturas; verifique voxel, artefatos e orientação.
- STL: superfície dentária e tecido; elimine duplicidades e áreas sem dados.
- Enceramento: objetivo restaurador, eixo e emergência.
- Scanbody: referência da conexão; confirme plataforma e biblioteca.
Alinhe os arquivos por pontos estáveis e confira visualmente a sobreposição em vários cortes. Um erro pequeno de registro pode mudar a trajetória. Se a imagem estiver distorcida ou o scan incompleto, refaça a aquisição em vez de “ajustar” até parecer correto.
Biblioteca e transferência
Use biblioteca de fonte conhecida, na versão compatível com o DentalCAD e com o componente físico. A documentação da exocad recomenda criar, carregar, validar e assinar bibliotecas antes do uso. Registre software, biblioteca, operador e data no arquivo do caso.
Depois de desenhar, verifique eixo, emergência, canal do parafuso, espaço, contatos e limites. Produza guia/modelo e teste assentamento. A cirurgia guiada melhora a transferência em media, mas estudos mostram desvios residuais; o clínico deve manter margem de segurança e plano de contingência.
Entrega e auditoria
Envie ao laboratório um pacote com arquivos, versões, referências e aprovação. Mantenha a versão final somente após a conferência clínica. Se houver alteração no implante, biblioteca ou prótese, gere nova versão, não sobrescreva o arquivo anterior.
Referências técnicas
Para relacionar este tema à origem e ao uso do dispositivo, consulte o guia como nasce um implante dentário: da matéria-prima ao consultório.

