Torque é uma fotografia do momento cirúrgico
O torque de inserção expressa a resistência encontrada ao instalar o implante. Ele e influenciado por densidade óssea, roscas, diâmetro, preparo e velocidade. Um número alto pode refletir boa ancoragem, mas também compressão excessiva; um número baixo pode ser adequado em osso mais macio ou sinalizar necessidade de outro plano.
Registre o contexto
- implante, plataforma, diâmetro, comprimento e lote;
- sítio, qualidade estimada do osso e sequência de fresagem;
- torque maximo, instrumento calibrado e momento da leitura;
- posição tridimensional, enxerto, estabilidade manual e oclusão planejada;
- ISQ quando disponível, com aparelho e momento da medição.
Torque e análise de frequência de ressonância (ISQ) respondem a propriedades diferentes. Uma revisão sistemática encontrou correlação baixa e sem significância estatística entre eles, portanto não se deve converter um valor no outro ou usar um único corte para todos os sistemas.
Decisão de carregamento
Consensos ITI citam estabilidade primária, controle de micromovimento, seleção do caso, desenho protético, oclusão e adesão. Estudos de carga imediata relatam faixas de torque e ISQ diferentes, reforçando que o limite depende da indicação. Se a estabilidade for insuficiente ou a carga não puder ser controlada, adiar é uma decisão de segurança.
Acompanhe a mudança
Quando o protocolo permitir, repita medidas em retornos e compare com o baseline, sem interpretar variações isoladas fora do quadro clínico. Mobilidade, dor, radiolucência, inflamação ou alteração de oclusão exigem investigação, não apenas novo aperto.
Referências técnicas
Para relacionar este tema à origem e ao uso do dispositivo, consulte o guia como nasce um implante dentário: da matéria-prima ao consultório.

